segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Intervalo, Futuro Obscuro


Já sei bem como tudo isso acaba,
Sem precisar ver o futuro
Voltamos para nossa assombrada morada,
Para o vazio absoluto
Sem data e nem mesmo hora exata
É um salto além d’um muro

O desejo se vai,
Dinheiro não vale mais,
Para toda dor, a anestesia
A extinção da ferida,
Não ser, nem estar
O sono sem sonhar...

O jogo acaba e tudo volta para a caixa
Todas as conquistas viram um nada
Disputado por porcos imundos

E eu já sei bem como isso acaba,
Hoje pode ser o futuro,
Não levarei e nem serei nada
Pra que viver temendo o escuro?
Regras precisam ser quebradas
Para o seu prazer estar seguro

Vale o que se faz,
Para encontrar a própria paz,
Passar com prazeres pelo ardor da vida
E saber que fez tudo o que queria
Não fugir ou recuar,
Pois o final não vai mudar...

Nenhum comentário:

Postar um comentário