domingo, 9 de dezembro de 2012

Para Quem?


Não há quem ouça meus contínuos e silenciosos lamentos
Não há quem ampare a dor que não revelo num falso sorriso
Não há quem se importe com aquilo que carrego comigo

Não há quem me levará aos céus após anos de angustia
Não há quem me dará o merecido castigo por erros antigos

Não há para quem dirigir essas lagrimas
Não há para quem dedicar os prazeres
Não há para quem pedir forças diárias

Não há razões para sustentar o que desaba em si
Não há fé para eu ignorar toda a razão que vi

Sinto inveja daqueles que veem o que não vejo
Sinto inveja daqueles que sentem o que não sinto
Sinto inveja daqueles que ignoram o que não posso
Sinto inveja, mas sou incapaz de agir como agem...

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